APCEF-PR adere à paralisação em defesa dos direitos dos bancários
A APCEF-PR se uniu aos empregados da Caixa na paralisação nacional dos bancários, realizada nesta quinta-feira (20 de agosto), com duração de 24 horas. Representantes da diretoria da associação, do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região e de outras entidades representativas se reuniram em frente ao Edifício Sede 1, na Praça Carlos Gomes, em Curitiba.
A mobilização, realizada em todo o país, foi motivada pelo impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). As propostas da instituição foram rejeitadas em assembleias por conterem pontos críticos, como o congelamento do piso salarial e o escalonamento de reajustes.
Em relação às pautas específicas dos empregados da Caixa, a principal reivindicação é a preservação do Saúde Caixa, evitando cobranças por faixa etária e elevação das mensalidades. Outros pontos cruciais incluem o novo Plano de Cargos e Salários (PCS), o Plano de Funções Gratificantes (PFG) e as demandas do corpo gerencial sobre o Super Caixa -, programa de remuneração variável e incentivo às vendas.
Em defesa dos empregados da Caixa
O presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, explica que o Saúde Caixa é uma das pautas mais sensíveis da categoria. Para ele, o banco deve assumir sua responsabilidade e evitar sobrecarregar os usuários com custos excessivos.
“A paralisação é necessária diante da intransigência da Caixa. É imperativo retirar o teto de 6,5% e adotar a proporção de custeio de 70% para o banco e 30% para os empregados. Quando ingressamos na instituição, a expectativa era de um plano subsidiado majoritariamente por ela. Hoje, vemos o banco se eximir dessa responsabilidade e impor um custo elevado sobre o salário dos trabalhadores”, afirma Krieger.
Atualmente, a categoria arca com valores acima do modelo histórico de custeio (que previa teto de no máximo 30% para os empregados). No ano passado, considerando apenas as contribuições regulares, a parcela cobrada dos usuários do Saúde Caixa chegou a cerca de 46%, enquanto a Caixa cobriu apenas 54%.
Mobilização no Paraná e no Brasil
Para o vice-presidente da APCEF-PR e diretor da Região Sul da Fenae, José Megume Tanaka, o ato demonstra a união da categoria na defesa dos direitos conquistados. “A paralisação é fundamental, especialmente para que os empregados da Caixa lutem pela manutenção do nosso plano de saúde. É essencial comparecer às assembleias, manter o engajamento e fortalecer a unidade entre todos os bancos”, reforça Tanaka.
O diretor-geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e diretor de Bancos Públicos da Fetec-PR, João Paulo Pierozan, avalia a adesão como altamente positiva. Segundo ele, a busca por uma negociação efetiva mobilizou os trabalhadores de todo o país.
“Exigimos que os negociadores adotem uma postura mais comprometida com as nossas demandas, por isso, a adesão à paralisação tem sido espontânea e orgânica. Os bancários compreendem a importância do momento e a necessidade da mobilização. Em todo o Paraná e no Brasil, temos unidades fechadas por iniciativa dos próprios empregados”, pontua Pierozan.
A presidente do Sindicato da capital paranaense, Cristiane Zacarias, ressalta que a manifestação serve como alerta aos bancos para evitar novos atos grevistas. “Estamos mandando um recado claro à Fenaban: esta paralisação exige respeito. Se a resposta não vier na próxima semana em forma de uma proposta decente, a categoria certamente decidirá paralisar novamente”, conclui.

