19/08/2026 15:11

Empregados da Caixa realizam paralisação nacional por reajuste salarial e em defesa do Saúde Caixa

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Os empregados da Caixa Econômica Federal realizam uma paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20 de agosto). Eles se juntam aos demais bancários de todo o país, diante da falta de avanços nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e, especificamente, nas rodadas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) próprio da Caixa.

O movimento conta com o apoio da Fenae e das 27 Apcefs do país, incluindo a do Paraná. Em Curitiba, a mobilização presencial dos trabalhadores ocorrerá em frente à agência Carlos Gomes.

A decisão de cruzar os braços é uma resposta direta ao impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), cujas propostas anteriores, marcadas pelo congelamento dos pisos salariais e por reajustes escalonados, foram rejeitadas em assembleias e, posteriormente, retiradas de pauta.

Entre os itens específicos da Caixa, a preservação do Saúde Caixa é a principal prioridade. A categoria protesta contra a intenção do banco de instituir a cobrança do plano por faixa etária, elevar as contribuições e comprometer ainda mais a renda dos empregados, o que rompe com princípios históricos e repassa custos elevados aos usuários.

Atualmente, os trabalhadores já arcam com um percentual superior ao modelo histórico de custeio, que previa o teto de 30% de participação dos empregados. Em 2025, considerando as contribuições regulares, os usuários responderam por aproximadamente 46% do financiamento do plano, enquanto a Caixa cobriu cerca de 54%.

Segundo o presidente da APCEF-PR, Jesse Krieger, a decisão se deve à falta de avanços na CCT e no ACT, com destaque para o risco à sustentabilidade do Saúde Caixa. “Com essa proposta, o objetivo do banco é impor um valor de participação inexequível para a assistência médica da maioria dos empregados, sobretudo os aposentados”, avalia Krieger.

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