18/09/2026 17:18

Participe da votação da nova proposta da Caixa para o acordo coletivo na próxima segunda

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Após paralisações em todo o país e rodadas de negociação, a Caixa apresentou nova proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) nesta quarta-feira (Dia 16), com avanços no plano de saúde e em outros itens da pauta. Na próxima segunda-feira (21), conforme orientação do Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, a proposta será apreciada em assembleia geral extraordinária online.

No Paraná, antes da votação, a Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec-CUT/PR) realizará plenária nesta sexta (18), às 18h, para debater os pontos com a base. O acesso à sessão pode ser feito pelo link: https://bit.ly/Plenaria-PRCaixa. Para a base de Curitiba e Região, o Sindicato dos Bancários e Financiários local convoca os trabalhadores a participar da assembleia, que ocorrerá das 11h às 18h, pela plataforma Vota Bem (Acesse Aqui). Empregados de outras cidades do estado devem consultar os canais de suas bases sindicais para registrar o voto.

A APCEF-PR orienta seus associados a aproveitar a oportunidade para registrar seu posicionamento sobre o acordo, que terá validade de dois anos. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e a Federação Nacional das Associações de Aposentados e Pensionistas da Caixa (Fenacef) indicam a aprovação da proposta.

Confira os principais pontos da proposta da Caixa

Na renovação do ACT, os principais destaques giram em torno do Saúde Caixa. Entre as medidas apresentadas estão a manutenção do plano no acordo coletivo, a preservação do modelo solidário e o pacto intergeracional, sem cobrança por faixa etária. Ainda neste ano, não haverá reajuste nas mensalidades.

A partir de 2027, o limite de custeio do banco passará de 6,5% para 9% da folha de pagamento e proventos e a contribuição do titular será de 3,7% do salário-base. Para o próximo ano, a proposta prevê R$ 236 milhões voltados à prevenção em saúde e a realização de estudos para destinar recursos de lucro e produtividade ao plano. A inclusão dos empregados admitidos após agosto de 2018 no Saúde Caixa será pauta de novos debates.

O texto também assegura os direitos previstos no ACT e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, incluindo reajuste salarial e demais benefícios.

No âmbito de remunerações e premiações, o Alcance.Caixa (programa de gestão de desempenho do banco) deixa de ser um critério para a obtenção de deltas na promoção por mérito. No programa Super Caixa, haverá aumento da parcela de premiação garantida pela habilitação, revisão dos critérios individuais e atualização mais ágil dos resultados.

Em relação à carreira e às condições de trabalho, fica mantida a negociação em grupos de trabalho sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG), Plano de Cargos e Salários (PCS), Processos Seletivos Internos (PSI), remuneração variável, trabalho remoto e demandas de Tecnologia da Informação.

Outros itens integrados na proposta são o prêmio pelo Índice de Eficiência Operacional, pagamentos da PLR e do SuperCaixa, abono da paralisação de 20 de agosto, compensação dos dias de greve, conversão de dez dias de férias em abono, proteção ao direito à desconexão, avanços para pessoas com deficiência, redução de 25% da jornada para tratamento de saúde e novas regras para devolução de adiantamento salarial durante afastamentos médicos.

A proposta da Caixa reúne ainda medidas como a ampliação do Programa de Saúde Mental para prevenir doenças cardiovasculares e dependências de jogos e substâncias, com custeio integral do banco e sem impacto no Saúde Caixa. O texto também amplia a possibilidade de acompanhamento de filhos e enteados em consultas e prevê compromissos com a equidade nos processos seletivos.

O que ainda não foi contemplado

Apesar dos avanços registrados na proposta do banco, alguns pontos cobrados pela categoria ainda não foram contemplados. A proporção de custeio 70/30 para o plano de saúde não será restabelecida de imediato, o que poderá acarretar aumento nas contribuições dos usuários a partir do próximo ano, além da elevação do teto de coparticipação. Também demandam maiores avanços as reivindicações relativas ao plano de carreira e ao modelo de atendimento.

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