Em campo ou em quadra, jogadores de futebol dão show no Jipar
Seja disputado em grama natural, sintética ou mesmo em quadra, o futebol é uma das grandes paixões nacionais. Durante os Jogos da Integração do Paraná (Jipar), a modalidade foi uma das que movimentou atletas veteranos e da ativa durante dois dias de competição.
A bola rolou no futsal e no futebol soçaite, que teve partidas realizadas tanto na sede da APCEF-PR, como no Espaço Dono da Bola, no bairro Uberaba. Para cada atleta vencedor, ficou a satisfação da conquista, mas, para todos os competidores, o destaque foi a conexão entre colegas de diferentes regionais.
No campo, muita disposição para vencer
No Futebol Soçaite Master, disputado apenas pelos atletas mais experientes, o desafio não estava somente em conseguir um bom resultado, mas também em participar de uma atividade sem grandes riscos. Arlindo Mangolin, que integrou a equipe Noroeste/Oeste, que venceu a Curitiba Leste, ressalta que, apesar da dificuldade físicas de jogar, a reunião de colegas foi o diferencial do Jipar.
“Para nós, a panturrilha começa a pesar e temos mais dificuldade para realizar alguns movimentos. Mas, ao ver tantos colegas e muitos vindos de todo o Paraná, esqueci as dores. O mais importante é poder viver esse momento e confraternizar com os amigos”, ressalta Mangolin.
No futebol soçaite da categoria livre, a vitória do time Curitiba Leste sobre o do Oeste veio somente na cobrança de pênaltis, o que demonstra grande equilíbrio da competição. Paulo Ribas Júnior, atleta da equipe campeã, explica que vários jogadores tiveram que disputar outras modalidades do Jipar, o que tornou a conquista ainda mais emocionante.
“O nosso time, assim como outros, foi marcado pela superação, pois muitos atletas se dividiram entre outros esportes. Mas, no final, pude bater o pênalti que valeu nosso título, ultrapassando o nervosismo”, aponta o atleta.
No futsal, destaques para o futuro

O futsal masculino foi outra modalidade que, independentemente da posição das equipes, deu um show de grandes jogadas e reforçou o espírito de união entre atletas de diferentes regionais. Marcelo Pellegrini, integrante do Curitiba Oeste, que levou o título, reforça a ideia de que os jogos são também uma chance de observar novos talentos.
“Nossa vitória foi o resultado de um time muito bem encaixado, em que tudo funcionou do jeito que queríamos. Mas tem um fator que é ainda mais precioso no Jipar: por meio dele, podemos descobrir novos talentos, daqueles que seriam destaques, por exemplo, nos Jogos da Fenae”, pontua Marcelo.
No feminino, as equipes reuniram atletas de Curitiba e das regionais em partidas apenas para treinos, como avaliação da performance e da integração.
Celebração da longevidade pelo esporte
O Jipar também contou com um momento especial nas disputas do futebol: a partida da categoria 70+, na qual os atletas da melhor idade desfilaram todo talento e qualidade. Na decisão, o time verde venceu o branco por 4 a 3, mas, como reconhecimento, todos receberam medalhas.

Hélio Kitamura, que foi o treinador da equipe verde, celebra o resgate da paixão pelo futebol promovida pelos Jogos. “Só posso parabenizar a APCEF-PR e a AEA-PR por ter organizado um evento de tanto sucesso. Vi colegas que há anos não praticavam o futebol comparecerem, alguns que já passaram dos 70 anos, mas ainda querem viver o esporte e manter a forma física”, reforça.
Luiz Fernando Trento, apesar de ter 69 anos, foi incluído na categoria 70+ e fez parte do time branco. Em sua visão, mesmo entre os atletas master, há uma disparidade que exige atenção especial a faixas etárias mais elevadas.
“Embora esteja quase nos 70, percebo que a competição com pessoas de 50, 55 anos já afeta o condicionamento físico. É preciso pensar em modelos que considerem atletas mais velhos, para que exista inclusão e equilíbrio”, complementa.

