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Setembro Amarelo: APCEF-PR conscientiza sobre chaves para falar e acolher

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Para reforçar a proteção à vida, a APCEF-PR entregou um chaveiro a cada associado que passou pela sede de Curitiba na última quarta-feira (dia 9). A iniciativa, que integra o Setembro Amarelo, buscou conscientizar sobre a prevenção ao suicídio com a mensagem: “Falar é a melhor solução. Ouvir é o primeiro passo”.

A ação acionou um alarme para uma realidade próxima: dados de 2022 da Revista Brasileira de Criminalística registram 16.462 suicídios no país -, cerca de 45 mortes por dia. O Ministério da Saúde estima que até 90% das pessoas que tiram a própria vida apresentavam algum transtorno mental.

Sinais de alerta

Especialistas afirmam que não há receita para identificar o limite do sofrimento, mas mudanças de comportamento ajudam familiares e colegas a perceber o problema.

“Embora a perda da vontade de viver possa ser camuflada, alguns pontos são frequentes, como o isolamento de quem costumava se relacionar e rotinas alteradas na alimentação -, comer demais ou pouco”, observa a psicóloga Rejane Sozin Giaccomini. “Também é preciso atenção a falas de desvalorização pessoal e a traços visíveis no olhar, no cansaço e nos suspiros.

A dor emocional surge de forma progressiva e por múltiplos fatores, de acordo com a psicóloga. Transtornos psíquicos, como estresse, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout, estão entre as principais causas. No setor bancário, o cenário é preocupante: pesquisa da Fenae aponta que 58% das licenças médicas na Caixa estão ligadas à saúde mental.

“No trabalho, o ambiente pode ser prejudicial ao bem-estar, quando o funcionário precisa atender a metas inatingíveis, lidar com gestões despreparadas ou sofrer com a falta de pessoal. Esse cenário gera culpa e insegurança profissional e financeira”, reforça Rejane, citando ainda bullying, uso de drogas, perdas e instabilidades econômicas como fatores de risco.

Aprovação dos associados

A distribuição dos chaveiros abriu portas para a reflexão sobre como agir diante do sofrimento profundo. A iniciativa foi elogiada por quem passou pela sede.

“A prevenção é o melhor caminho. A ação da APCEF-PR incentiva a buscarmos mais informações e refletirmos sobre a causa desse mal. Devemos estar preparados para reconhecer o estado mental do próximo e encaminhá-lo a um profissional habilitado”, destacou o aposentado José Mário Nogueira.

O associado Hélcio Weiss também ressaltou a importância do tema. “Tenho um filho que mora no Japão e soubemos que lá havia um dos maiores índices de suicídio. Por meio de diversas ações da sociedade, o país mudou esse cenário. Devemos mostrar que viver é maravilhoso, mesmo com as atribulações”.

Como ajudar e buscar apoio

O movimento mundial do Setembro Amarelo nasceu em 1994, impulsionado por familiares e amigos do jovem americano Mike Emme, de 17 anos, que distribuíram fitas amarelas em seu velório com a mensagem: “Se precisar de ajuda, peça”. No Brasil, a campanha consolidou-se em 2015.

Ao observar alguém em sofrimento, a recomendação de Rejane Giaccomini é acolher com carinho e escutar sem julgamentos. Além da prática de exercícios, meditação e apoio espiritual, situações graves exigem acompanhamento com psicólogo e psiquiatra.

Para combater o adoecimento, a psicóloga destaca que a Caixa e outras empresas precisam adotar medidas de melhoria nas condições de trabalho e saúde psicossocial. Entre as recomendações, estão o investimento contínuo no desenvolvimento profissional, a capacitação das lideranças, a adoção de processos de trabalho mais adequados, a atualização das tecnologias e a definição de metas que sejam compatíveis com a jornada dos empregados.

Na APCEF-PR, a ampla área verde da sede, somada à extensa programação sociocultural e esportiva, oferece o ambiente ideal para aliviar o estresse, fortalecer vínculos e promover a qualidade de vida. Os convênios com clínicas e profissionais da área da saúde também garantem suporte aos associados.

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